terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Nova Ministra Compara Gravidez Às Doenças

A nova ministra da Secretaria de Políticas para Mulheres, Eleonora Menicucci, afirmou nesta terça-feira (7) que o aborto no Brasil deve ser visto como uma "questão de saúde pública" e que não pode haver uma discussão de cunho ideológico.

Perguntada, porém, se é contra ou a favor da legalização do aborto e se iniciaria um debate dentro do governo federal, ela não deu a opinião pessoal e afirmou que o assunto "diz respeito ao Legislativo" e não ao Executivo.

“Como sanitarista, o aborto é uma questão de saúde pública, não é uma questão ideológica. É de saúde pública como o crack, as drogas, a dengue, HIV e todas as doenças infectocontagiosas”, afirmou.

Professora titular de saúde pública na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Eleonora foi escolhida para substituir Iriny Lopes no cargo, que sai do governo para disputar a Prefeitura de Vitória (ES). A posse será na próxima sexta (10).

Eleonora ficou presa durante a ditadura militar na mesma cela que a presidente Dilma Rousseff. Ambas eram militantes de esquerda.

Fonte: G1.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Estudos Sobre A Fé.


A FÉ COMO UMA SEMENTE – Hebreus 11:6a:
Se nos fosse dada a oportunidade de criar o mundo, talvez teríamos estabelecido uma maneira diferente de aplicar a salvação. Poderíamos privilegiar os mais inteligentes, ou os mais fortes fisicamente, ou os “bem nascidos”, ou um outro critério humano qualquer.

Mas Deus, em Sua soberania e sabedoria escolheu agir no homem à partir de um padrão acessível à todos: a fé!

Sim, pois todos, sem exceção, estão em condições de exercer a fé. Ela nivela e iguala todos os homens, independente de qualquer outra circunstância. A fé pode ser exercida pelo rico e pelo pobre, pelo culto e pelo analfabeto, pelo plebeu e pelo nobre, pelo forte e pelo fraco, por aquele desfrutando perfeita saúde e pelo que agoniza em um  leito de enfermidade. Todos estão em condições de agradar à Deus.

Mas, por ser uma característica divina, a fé não é algo que pertença naturalmente ao ser humano. A alma pode sim manifestar algo parecido, quando supomos ou desejamos muito que algo aconteça, frequentemente chamamos a isto de fé. Mas é apenas um sentimento humano, sem qualquer relação direta com Deus. Assim, a fé precisa ser semeada no coração do homem.

A fé é uma semente: Mt.17:20; Lc.17:6.
A semente é a própria Palavra: Lc.8:11.
A semeadura acontece quando a pessoa é exposta à Palavra: Rm.10:17.
Somente a fé permite acesso à graça salvadora de Deus: Ef.2:8.
A fé é a única maneira de se viver para Deus: Gl.3:11-12.
A semente da fé tem poder para gerar: I Pd.1:23; I Jo.3:9.


A fé é tanto um carisma quanto um caráter.  Carisma vem de “charis”, que é uma graça, um favor de Deus aos homens. É também caráter, pois a fé tem que ser trabalhada, aperfeiçoada e aprofundada na vida de todos que tem esta semente divina.


A fé como um carisma:
Mt.8:9-10; 9:1-2; 9:20-22; Rm.4:9; 12:3; I Co.2:5; 12:9; 13:13; II Co.4:13; 8:7.


Por ser uma semente divina, a fé às vezes pode:

·        Cair em um terreno ruim: Mc.4:1-20; Lc.22:32.

·        Ter uma manifestação imperfeita: Mt.14:31; 17:19-20.

·        Induzir ao erro: At.1:25; 8:13; At.18:24-27; II Tm.2:16-19.

A fé como caráter:
Mc.4:26-29; At.6:5; 6:7; 11:22-24; 14:22; 15:9; At.28:23; Rm.1:17; Gl.5:22; Ef.4:5; I Ts.3:2-3; I Tm.1:5; I Tm.1:19.

A fé como caráter tem como alvo e objeto a pessoa de Jesus: At.28:23; Gl.2:20; Fp.3:8-10; Hb.12:1-2.



 A FÉ COMO UMA VITÓRIA – Apocalipse 2:7; 2:11; 2:17; 2:26; 3:5; 3:12; 3:21.

Há valiosas e incomparáveis promessas àqueles que perseveram. A fé, no contexto dos textos de Apocalipse está firmemente ligada à vitória que todos os crentes em Cristo Jesus experimentam e experimentarão no Senhor.
Os textos citados são admoestações do próprio Jesus, que quer encorajar Seu povo a vencer, pois Ele mesmo venceu (Sl.24). Jesus, enquanto no mundo, venceu todas as circunstâncias que tentaram impedi-Lo de cumprir a vontade do Pai.

1.     Jesus venceu a carne (natureza humana): Mt.4:3-5; Mc.14:32-35; Jo.4:31-34;6:14-15; Fp.2:5-11; Hb.2:9,10,18; 5:7-8; 12:2.                                                  Jesus tinha Sua natureza humana sob completo controle do Espírito Santo, o que lhe permitiu vencer as diversas tentações nesta área.

2.     Jesus venceu o mundo: Mt.4:8-11; Jo.7:7; 18:36; 16:33.                                           O mundo, que é o sistema organizado contra Deus, não pôde derrotar Jesus, pois Ele estava absolutamente convicto de que nada havia nele que pudesse lhe ser valioso.

3.     Jesus venceu a Satanás: Lc.4:5-13; Jo.12:31; 14:30; Cl.2:15; Ef.1:20-21; At.10:38; Hb.2:14.                                                                                                                              O príncipe deste mundo foi repetidamente derrotado por Jesus porque este sabia exatamente qual era a natureza e o caráter de Seu adversário. Jesus nunca se deixou seduzir.

Assim, pela fé podemos reivindicar  e nos apossar de todas estas vitórias, pois se estamos em Cristo, elas são para nós também (I Jo.5:4-5; Ap.12:11).



A FÉ COMO UM MODO DE VIDA – Hc.2:4; Rm.1:17; Gl.3:11; Hb.10:38.

O que é viver pela fé?

1.     É estar em paz com Deus: Rm5:1; Jr.29:11.                                                                    Sem mais tormentos do inferno, sem  mais peso de culpa, sem mais acusações.

2.     É ter sempre palavras de fé para liberar: II Co.4:13; Rm.10:8.                                  A capacidade de se comunicar pela palavra é uma das nossas semelhanças como o Criador. Como filhos de Deus além da comunicação, nossas palavras carregam poder.

3.     É ser um combatente zeloso: II Tm.4:7; I Tm.6:20; Jd.3; II Jo.8.                                     Iremos prestar contas dos recursos que Deus nos entregou. Então, para mantê-los teremos que lutar decididamente contra os poderes espirituais que nos querem roubar.

4.     É ser uma pessoa de fé e obras: Tg.2:18,20; Ap.2:19.                                                  A fé não é um fenômeno intelectual somente. A fé tem existência prática e material. Se não tem, não é fé!



UM EXEMPLO DE FÉ: GIDEÃO – Juízes 6.

Gideão está listado no livro de Hebreus como um dos heróis da fé. Portanto, avaliarmos a vida dele nos dará uma ideia de como a fé age na História e no cotidiano das pessoas.

O tempo em que gideão viveu foi confuso como o nosso, foi violento como o nosso, foi de grandes necessidades espirituais. Como o nosso!

Avaliaremos em uma breve meditação, de como Gideão passou de uma fé ausente para uma fé operante.

1.A Fé ausente.
a)     Como a fé morreu (vss.1,8-10).                                                                               Como nação, Israel estava afastada do Senhor. O povo estava seco e estéril espiritualmente, sem fé e sem relacionamento com o Senhor. A fé havia morrido no coração dos israelitas.

b)    Os inimigos prevaleceram (vss.2,3).                                                                                Quando a fé se vai, as defesas desaparecem. Antigos inimigos, que se imaginavam esquecidos, voltam ainda mais  cruéis.

c)     O fiel fica debilitado (vs.6).                                                                                      Como é óbvio. Sem recursos, tendo que se esconder, sem autoridade sobre os inimigos, aquele no qual a fé morreu vai morrendo junto.


2.A Fé restaurada.
a)     O Senhor vem e encoraja (vss.11-14).                                                                      Atendendo ao clamor de alguns do povo, o Senhor vem, graciosa e soberanamente. O povo não merece, devido à sua atitude rebelde, mas o Senhor vem mesmo assim!

b)    O Senhor reacende o fogo (vss.20-21).                                                              Quando há busca, o Senhor tem prazer em reativar a paixão no coração daqueles que Lhe pertencem. 

c)     O Senhor estabelece a paz (vs.24).                                                                              Paz é, talvez, a maior evidência da presença e operação de Deus no meio do Seu povo. Paz é o Senhor no controle.


3.A Fé em ação.
a)     Gideão rompe com seu passado (vss.25-27).                                                                   Não pode haver real avanço enquanto o passado não for adequadamente encerrado. Assuntos mal-resolvidos impedem o progresso.

b)    Gideão é cheio do Espírito Santo (vs.34).                                                                        A unção acompanha a fé, e a fé atrai a unção. Se uma pessoa opera em fé, é o próprio Espírito em ação.

c)     Gideão torna-se voz de Deus (vs.31).                                                                            O propósito maior para qualquer fiel do Senhor: ser um instrumento de mudanças em sua geração e em seu meio. É também a realização máxima da fé.


Série de mensagens liberadas em janeiro de 2012.




domingo, 6 de novembro de 2011

Os Conflitos Entre Religião E Estado

O professor Olavo de Carvalho traz uma interessante abordagem acerca deste tema recorrente na sociedade ocidental.
Fonte: Youtube.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

quarta-feira, 1 de junho de 2011

A Mais Antiga Fábrica de Vinho e O Patriarca Noé

A mais antiga unidade de produção de vinho jamais encontrada tem cerca de 6 mil anos. Ela foi desvendada na Armênia segundo noticiou o diário de Paris “Le Monde”.

Os arqueólogos até identificaram a safra de vinho tinto seco ali produzida, utilizando técnicas bioquímicas. A descoberta foi publicada na revista científicaJournal of Archaeological Science.

O estudo foi realizado em conjunto por órgãos acadêmicos e científicos dos Estados Unidos, Irlanda e Armênia.

“Essa é a mais antiga instalação para fabricação de vinho já conhecida no mundo”, explicou Gregory Areshian, responsável pelos trabalhos e vice-diretor do Instituto de Arqueologia Cotsen, da Universidade da Califórnia em Los Angeles (EUA).

Cavernas de Areni, Armênia, local da descoberta
As escavações foram feitas num complexo de cavernas, conhecido como Areni-1, na província armênia de Vayots Dzor, Pequeno Cáucaso, perto da fronteira da Armênia com o Irã. O vinho se destinava para o culto.

Perto de uma prensa de vinho foi também identificada uma videira desidratada, cultivada em torno de 4.000 a.C.

A mais antiga produção vinícola até então conhecida era a encontrada no túmulo do rei egípcio Scorpion I, antiga de 5.100 anos.

A fábrica de vinho
Na mesma caverna da Armênia, a equipe desenterrou em 2009 o sapato de couro mais antigo do mundo, com aproximadamente 5.500 anos.

As uvas eram esmagadas numa bacia de argila rasa com cerca de 1 metro de diâmetro. Em volta dela foram recolhidas sementes e uvas secas. O suco era obtido pisando descalço sobre as frutas, disse Areshian.

Foram recolhidos equipamentos de cobre para processar o vinho, vasos impregnados do vinho e até uma taça e um bol.

“Essa foi uma instalação relativamente pequena, relacionada a um ritual dentro da caverna. Para o consumo diário, os moradores teriam prensas muito maiores em estabelecimentos normais”, acrescentou Areshian, que também foi primeiro-ministro adjunto do primeiro governo da República da Armênia independente, em 1991.

Na região dessas cavernas a cultura do vinho é muito antiga e são produzidos bons vinhos tintos das cepas Merlot e Cabernet Sauvignon.

Uvas secas no local
Patrick McGovern, diretor científico do Laboratório de Arqueologia Biomolecular do Museu da Universidade de Pensilvânia, e autor de livros sobre a origem do vinho, mostrou que o tipo de semente recolhida — Vitis vinifera vinifera — continua sendo aproveitada na região.

McGovern lembrou que “até nas regiões baixas como o antigo Egito onde reinava a cerveja, se exigia vinhos especiais nos oferecimentos funerários; e grandes volumes de vinho eram consumidos nas maiores festas religiosas e reais”.


Num livro, McGovern defende que a “cultura do vinho” se desenvolveu primeiro nas regiões montanhosas da Armênia, a partir das quais se espalhou para as planícies do sul, e posteriormente para o mundo todo.

A descoberta arqueológica sugere uma interessante aproximação.

A bacia
Segundo a tradição bíblica a Arca de Noé teria se detido na Armênia, após o dilúvio. E ali teriam descido o Patriarca e seus descendentes.

Provavelmente, ali também teria acontecido o fato descrito na Bíblia em que Noé bebeu do vinho e perdeu os sentidos.

Esta nova descoberta fornece um apoio científico colateral ao relato bíblico.

Aproximação ou apoio colateral não é prova linear, mas ajuda a compor o quadro do acontecimento histórico. E, nesse sentido, fala em favor dos fatos narrados na Bíblia.

O fato de a outra fábrica de vinho mais antiga se encontrar no Egito, mil anos mais nova, nos leva a perguntar se nesse milênio ‒ quer dizer entre o ano 6.000 a.C. da fábrica de vinho armênia e 5.100 a.C. da egípcia ‒ não teria acontecido a dispersão dos povos.

Após a dispersão dos povos, estes teriam partido levando os conhecimentos que eram comuns a todos eles. O fabrico e consumo do vinho, entre eles.

Entretanto, a datação do dilúvio, referência histórica anterior a Babel, e a dispersão apresentam dificuldades que tomariam o espaço de outro post. A existência e as características do dilúvio são as mais universais das tradições recolhidas nos povos mais afastados, inclusive entre os índios do Brasil.

Assim ensina o Gênesis, 9, sobre o episódio de Noé e o vinho:
20. Noé, que era agricultor, plantou uma vinha.
21. Tendo bebido vinho, embriagou-se, e apareceu nu no meio de sua tenda.
22. Cam, o pai de Canaã, vendo a nudez de seu pai, saiu e foi contá-lo aos seus irmãos.
23. Mas, Sem e Jafet, tomando uma capa, puseram-na sobre os seus ombros e foram cobrir a nudez de seu pai, andando de costas; e não viram a nudez de seu pai, pois que tinham os seus rostos voltados.
24. Quando Noé despertou de sua embriaguez, soube o que lhe tinha feito o seu filho mais novo.
25. “Maldito seja Canaã, disse ele; que ele seja o último dos escravos de seus irmãos!”
26. E acrescentou: “Bendito seja o Senhor Deus de Sem, e Canaã seja seu escravo!
27. Que Deus dilate a Jafet; e este habite nas tendas de Sem, e Canaã seja seu escravo!”
Fonte.