
Fonte: T-7 Blog
Neste blog há informações importantes, que podem fazer diferença por toda a eternidade.

Não precisamos adivinhar quais são esses sinais, pois noutra passagem de 2 Coríntios Paulo nos diz que o distinguia como verdadeiro apóstolo:[...]
- poder espiritual no conflito contra o mal
- zeloso cuidado pelo bem-estar das igrejas
- verdadeiro conhecimento de Jesus e dos desígnios do seu evangelho
- auto-sustento (desprendimento)
- não tirar vantagem das igrejas; não atingir as pessoas fisicamente
- sofrimentos e dificuldades suportadas por Cristo
- ser arrebatado ao céu
- contentamento e fé para suportar o espinho na carne
- extrair força da fraqueza
Importa notar que nessa lista Paulo não arrola milagres para provar a legitimidade do seu apostolado. De fato, a maior parte das coisas que ele menciona não o distinguiria de outros cristãos verdadeiros. Mas essas coisas realmente o distinguem dos servos de Satanás, os falsos apóstolos que não são em absoluto cristãos: suas vidas não são marcadas pela humildade, mas pelo orgulho; não pelo desprendimento, mas pelo egoísmo; não pela generosidade, mas pela ganância; não por buscar o benefício dos outros, mas por tirar sua força natural; não por suportar o sofrimento e as dificuldades, mas por buscar o próprio conforto e bem-estar.
Na convenção internacional da qual faz parte, ele [Miguel Ângelo] tem a incumbência de ser o apóstolo para as igrejas de língua portuguesa. “Sou a voz de Deus em português para o mundo. Tenho coberto com o manto apostólico diversos ministérios pastorais na África e em outros continentes”, afirma, esbanjando convicção.
Subiu ainda mais o tom quando o assunto foi o tema “Pai Espiritual”. Estevam expressou seu enorme descontentamento com as discussões internas diante da adoção / orientação acerca desta nova forma dos membros se dirigirem a sua ilustre pessoa.[...] e encerrou a questão: “… eu tenho direito, em vocês, para ser chamado de pai, pois a Palavra foi ministrada a vocês por mim, o apóstolo…”.
“Herodes questionou a identidade de Jesus e foi comido por bichos. João Batista questionou a identidade de seu líder Jesus e por isso perdeu a cabeça. Todo aquele que duvida da identidade do líder perde a legitimidade e o legado da liderança de Jesus”, disse o Apóstolo. [...]
“Eles costumavam gastar mensalmente entre R$ 500 mil e R$ 600 mil só com despesas pessoais”, diz o promotor Marcelo Mendroni. Eram freqüentadores de restaurantes como Fogo de Chão e Rubaiyat e clientes de lojas de grife como a Ermenegildo Zegna, do Shopping Iguatemi, e a megabutique Daslu.
Mundanamente existe uma disputa, que perdura já por muitos séculos, acerca de quem seria o responsável pela morte de Jesus. Tradicionalmente a culpa é posta sobre o povo judeu, o que já serviu de justificativa para todo tipo de crueldade contra os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó. Mesmo em nossa cultura, existe a abominável tradição de "malhar o Judas", um resquício maligno do anti-semitismo que imperou na idade média, com o conveniente apoio da Igreja Católica Romana. E aqui vai um alerta para aqueles que praticam esta perversidade: a maldição expressa em Gênesis 12:2 é tão válida hoje quanto no dia em que foi enunciada. Os que manifestam ódio ao povo judeu estão debaixo de terrível maldição.
E aconteceu também que os judeus, para se defenderem de tão terrível pecha, argumentaram que a culpa era dos romanos, já que eles eram os senhores do mundo na época e Jesus foi executado por eles. Há alguns anos, um jurista de ascendência judaica, escreveu um livro com toda a argumentação jurídica pertinente, defendendo exatamente este posicionamento.
Mas, para os discípulos de Jesus, esta questão não tem a menor importância, pois Deus em Sua graça nos dá a sabedoria de entender que, esta polêmica, é mais um dos enganos forjados por Satanás, que sempre distorce os fatos e as informações realmente importantes, para impedir as pessoas de chegarem à verdade, pois a verdade liberta (Jo.8:32). E o adversário de nossas almas quer nos manter presos em disputas inúteis.
E por que está é uma disputa inútil? Porque a verdadeira pergunta, a pergunta que realmente importa não é quem matou Jesus, mas sim o que matou Jesus!
O culpado da morte do Filho de Deus não foi um povo ou uma raça em particular. Não foi um segmento da sociedade humana isoladamente. Estas distinções étnicas foram estabelecidas pelo Criador mesmo. Foi Ele que coloriu a raça humana com diversos povos e línguas. Jesus não poderia ter sido morto por algo que o próprio Deus estabeleceu. Além do que, se uma raça fosse particularmente responsabilizada por tal crime, isto eximiria as outras de qualquer culpa. No entanto, a Bíblia dá firme testemunho de que toda a humanidade está caída, sem exceções. Na realidade, este tipo de disputa serve apenas para atiçar ódios e preconceitos, em especial o anti-semitismo.
Não foram os judeus, nem os romanos, nem os gentios que mataram o Cristo, mas sim o pecado que se manifesta na e através da natureza humana caída. E é isto que veremos agora, analisando objetivamente o que levou Jesus a cruz e o fez morrer ali.
O que matou Jesus Cristo?1.A inveja e o ódio dos religiosos – Mc.15:9-10.
Jesus de Nazaré, um homem simples,vindo de uma cidade sem importância do interior, que nunca havia passado pelas academias rabínicas, mas que manifestava sabedoria, autoridade, amor sincero e uma permanente paz. Aquilo era demais para os representantes da religião, que não admitiam que ninguém fosse feliz. Os religiosos queriam que Jesus carregasse o mesmo fardo pesado que eles colocavam sobre o povo. Quando Jesus deus mostras de que não se submeteria àquele jugo, a inveja e o ódio possuíram o coração daqueles homens.
E é assim ainda hoje: tudo começa com uma insatisfação, uma frustração, que nos induz a invejar o outro; passamos a desejar o que o outro tem, queremos viver a vida dele, queremos ser ele. O passo seguinte é o ódio pela felicidade do outro, passamos a acreditar que o outro não tem o direito de ter o que tem, ser quem é e de viver uma vida como aquela. Pronto! O pecado já fez seu trabalho e nos unimos espiritualmente àqueles que mataram Jesus por pura inveja e ódio.
Será que a inveja e o ódio têm dominado nossos corações? Temos surpreendido a nós mesmos desejando ter ou ser o que não é nosso? Temos “matado” como nossos pensamentos e atitudes?
Em anos recentes, tem sido feita uma tentativa de recuperar a imagem de Judas, apresentando-o como um discípulo fiel que aceitou a missão mais difícil de todas: a de traidor de Jesus. Mas, infelizmente para os admiradores de Iscariotes, isto não vai mudar o destino eterno dele, pois ele pertenceu a uma categoria de pessoas que a Bíblia garante que não herdará o Reino dos Céus: a dos ladrões (Jo.12:4-6; I Co.6:9-10). Judas era ganancioso e nunca se deixou ser tratado deste mal. Ele aproximou-se de Jesus na expectativa e uma grande mudança, mas não no seu interior. Ele ansiava assumir alguma posição de grande destaque no novo mundo que o Messias anunciava. Mas, quando ele percebeu que os objetivos de Jesus não estavam relacionados aos poderes mundanos, ele decidiu que não iria sair no prejuízo. A partir daí ele buscou a melhor oportunidade para conseguir alguma compensação pelo tempo que “desperdiçou” com o rabino da Galiléia.
E nós? Temos sido levados por alguma ganância, um vale-tudo nas nossas relações. Quando as coisas não acontecem do modo como planejamos, temos adotado o mesmo expediente de Judas? Temos trocado o Senhor por valores deste mundo? Temos buscado os holofotes ainda que isto custe a nossa alma? Temos misturado o Reino com a politicalha deste mundo caído? Se sim, somos culpados da morte de Jesus, tanto quanto Judas.
A história de Pôncio Pilatos está repleta de eventos e situações vergonhosas: foi um governador cruel que resolvia os problemas de sua administração geralmente com violência; costumava apropriar-se do dinheiro do templo de Jerusalém e por isso vivia às turras com os líderes religiosos de Israel. Tantas foram as reclamações que o próprio imperador decidiu tira-lo da Judéia. Pilatos permaneceu apenas por que Herodes intercedeu por ele junto a o Cesar. Antes tivesse ido embora! Teria se poupado de passar para a História como um dos maiores covardes de todos os tempos. Pilatos teve a autoridade e a oportunidade para livrar Jesus, mas preferiu atender a outros interesses. Além de covarde foi extremamente negligente, já que não protegeu alguém que ele mesmo reconheceu ser inocente. A partir do momento em que ele admitiu que nada havia em Jesus digno de condenação, todos os seus atos subseqüentes foram contrários a todos os princípios da lei e da justiça.
E quanto a nós? Temos sido covardes diante de situações que nos obrigam a nos posicionarmos claramente? Temos fugido de responsabilidades porque tememos ser discriminados? Tememos ser rejeitados. Tememos ser mal-entendidos. Tememos as conseqüências de fazer o que é certo? Tememos nos identificar clara e publicamente com Cristo? Temos agido como Pilatos e “lavado nossas mãos” diante das injustiças? Se for assim, o pecado da covardia tem nos escravizado.
É costumeiro se dizer que “a ignorância é uma benção”. Mas a ignorância não é uma benção de modo algum! É antes um pecado, definido na lei de Deus (Lv.4:2-3; 5:17; Sl.19:12), e como todo pecado, passível de juízo. Esta foi a razão pela qual Jesus orou em favor dos soldados que o crucificaram: eles estavam na ignorância. O pecado deles era gravíssimo, pois Deus em Sua palavra proíbe qualquer um de tocar em Seu ungido (Sl.105:14-15). Davi, no período em que fugia de Saul, teve várias oportunidades de matá-lo, mas nunca o fez. Por quê? Por que ele sabia que Saul era assunto exclusivo de Deus, o qual Ele iria resolver no devido tempo (I Sm.26:7-11). Imagine só isto! Se Saul, sendo o rebelde, teimoso e desobediente que foi, desfrutava desta graça de Deus o que dizer então do verdadeiro Ungido (Cristo): Jesus! Aqueles soldados, ao pregarem Cristo na cruz incorreram em uma terrível condenação, ainda que nada soubessem acerca do homem que estavam executando.
E é assim hoje. Nossa ignorância acerca das coisas espirituais não nos isenta da responsabilidade de sabê-las. Deus em Sua palavra afirma que Suas leis são fáceis de serem encontradas (Dt.30:11-14; Pv.8:1-3), e que até um louco não erraria o caminho (Is.35:8). Somos todos indesculpáveis, pois até mesmo na Criação podemos encontrar os sinais de Deus (Rm.1:19-20). Muito de nosso sofrimento é devido à ignorância na qual nos acomodamos. Precisamos de humildade para reconhecer que não sabemos, que somos ignorantes acerca de quase tudo. Se temos nos acomodado na ignorância temos cometido pecado.
Herodes teve um privilégio que, talvez, nenhum outro rei teve: o de poder ser orientado pelos dois maiores profetas que já pisaram a Terra: João Batista e Jesus de Nazaré. Mas infelizmente ele desprezou a ambos. Por quê? Porque ele estava preso na sensualidade, na busca do prazer imediato e irresponsável. Ele, alguns anos antes já havia sido repreendido pelo batista por viver em adultério com a esposa do próprio irmão. Mas não se emendou. Preferiu antes autorizar o assassinato do profeta. E foi nesta condição depravada e endurecida que ele teve o encontro mais importante de sua vida: com Jesus. E mais uma vez ele manifestou seu caráter corrompido. Solicitou que Jesus o alegrasse com algum sinal miraculoso. E foi tudo.
Quando a sensualidade se apossa de um coração, ela o prende em um ciclo interminável de buscar sempre um prazer mais intenso. A vida fica reduzida a doses de emoção, de novidades, de prazeres intensos mas curtos. Pobre Herodes. Teve diante de si aquEle que poderia fazê-lo a pessoa mais feliz da Terra, mas optou por trocar a felicidade pelas sensações.
E quanto a nós? Porventura estamos presos em alguma cadeia de sensualidade? O que tem sido o centro de nossas motivações? Será que estamos já como Herodes, querendo de Deus apenas emoções fortes e distrações levianas? Será que temos desejado que a vida seja apenas um grande “show”? Que fiquemos isentos de dificuldades? E por isso tudo, não chegamos a perceber que ficamos escravizados ao prazer imediato. Não notamos o quanto estamos insensíveis a Deus e aos efeitos destruidores do pecado sobre nós.
O que o verso citado acima tem de mais curioso é que ele descreve uma multidão que, poucos dias antes, teve outra manifestação (Mt.21:6-11). Num intervalo de poucos dias, estas pessoas passaram da adoração à acusação, do júbilo à condenação, da fé à mais terrível incredulidade! E assim são as multidões. Por isso é que nos livros de Daniel (7:2-3) e do Apocalipse (13:1) multidões são simbolizadas pelo mar, representando a massa disforme dos povos. É por isso também que o livro de Êxodo nos instrui a não seguirmos a multidão para fazer o que é mal (Ex.23:2). Estar com a maioria não garantia de se estar do lado certo. Multidões não têm vontade própria. Elas são conduzidas muitas vezes por paixões infames. São sempre facilmente dominadas por líderes perversos que as usam. Jesus mesmo, teve em Seu ministério, muitas oportunidades para cativar o coração da multidão (p.e. Jo.6), mas não o fez. Aliás Ele até fugiu destas circunstâncias. Jesus não queria (e não quer) uma multidão apaixonada após si. O que Ele busca são indivíduos comprometidos, pois Ele sabe que as multidões só podem gerar “bestas feras” (Dn.7:3; Ap.13:1). Multidões são inconstantes por natureza, e quem as segue, segue o mal.
E nós? Será que temos buscado proteção na multidão? Temos nos escondido na desculpa de que “eu faço porque todo mundo faz”? Será que temos alimentado nossa “fé” na fé das multidões? Ou, será que a frieza espiritual veio porque as multidões esfriaram? Estamos nós seguindo as multidões para fazer o que é mal?
E é isto. Cabe agora a cada um examinar seu próprio coração, para determinar o quanto cada um de nós colaborou na morte de Jesus. Ele não tinha pecados próprios pelos quais devesse pagar. Ele é o cordeiro santo. Tampouco foram os pregos que o mataram, pois Ele é a própria vida. Foi outra coisa. Foi o pecado, este terrível elemento de destruição e morte. Ele é que prendeu Cristo na cruz e O matou. E se não o removermos de nossas vidas, ele fará o mesmo com cada um de nós.
Mas Cristo ressuscitou, pois Sua santidade absoluta destruiu o poder do pecado e a vida abundante que há nEle absorveu toda morte. E Ele fez tudo isto não para Si mesmo, pois Ele não precisava. Ele o fez para nós, para que nEle pudéssemos vencer o pecado e a morte. Cabe a cada um de nós decidirmos por Ele, para não mais sermos cúmplices de Sua morte, mas participantes de Sua ressurreição.
Adaptado do livro A Cruz de Cristo (1) (2), de John Stott.
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