quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Batalha Espiritual - parte 1.

I.Lutando A Guerra Certa.

Para se ser vitorioso em uma guerra é preciso:

1.Lutar do lado certo.

Lado certo significa saber com certeza quem é o inimigo. E quanto a isto a Bíblia não deixa qualquer dúvida (Ef.6:12). Identificar incorretamente contra quem se deve lutar já é caminho de derrota (Rm.7:14-25). É preciso discernimento para não lutar contra a própria carne. Jesus concedeu poder sobre as trevas aos discípulos (Lc.10:19; Ef.1:21-23), mas não sobre a natureza humana caída.

2.Lutar do jeito certo.

Sendo o conflito do cristão contra Satanás e seus demônios, tentar lutar contra a velha natureza é lutar errado, pois esta é uma obra do Espírito Santo (Gl.5:16-17). Somente Ele tem os recursos para tal confronto (I Co.2:10-11). Lutar contra a própria natureza caída além de inutil (Rm.7:20), rouba uma parcela importante da energia mental e física do cristão, e faz com que ele se torne ineficiente na batalha. O papel do discípulo é renunciar a todo desejo de dirigir a própria vida (Lc.14:33; Jo.15:4-7; At.20:24) e permitir que o Espírito Santo vá operando uma mudança de dentro para fora (Jo.14:21; Rm.12:1-2).

II.Sendo O Guerreiro Certo.

Quando se luta do lado certo e do jeito certo, a vitória na batalha espiritual está assegurada. E para ajudar o discípulo não errar, as Escrituras apresentam modelos de guerreiros, que servem de referência daquilo que se deve buscar e, principalmente, do que se deve evitar na caminhada com o Grande General. Então, que tipo de guerreiro você quer ser?

1.Golias de Gate (I Sm.17:4-7):

  • Se destacava pela altura extraordinária – aprox. 2,90 metros - isto nos fala de altivez e orgulho;

  • Usava um capacete de bronze – nos fala de uma mente separada de Deus;

  • uma couraça de escamas – escamas são camadas sobrepostas e nos falam de um carater sem integridade, sem solidez;

  • Usava caneleiras também de bronze – as pernas nos falam da harmonia que deve haver entre a Palavra e o Poder de Deus; pernas desiguais significam um andar torto. As caneleiras nos falam de um viver bloqueado, engessado, sem o fluir da Palavra nem do Poder;

  • Ele tinha um dardo de bronze entre os ombros – entre os ombros, foco da força física e nos fala de uma atitude sempre agressiva, violenta, que nunca busca a pacificação;

  • Sua lança e a ponta dela eram também muito grandes e pesadas – nos falam de brutalidade, de um guerreiro que se impunha unicamente pela força, ausência de sabedoria;

  • Diante dele ia um escudeiro – este tipo de guerreiro considera os outros apenas como servos à sua disposição, nunca um irmão ou um parceiro para o ministério.

2.Eliabe, irmão mais velho de Daví (I Sm.17:13,22,28):

  • Filho primogênito de Jessé – nos fala de uma falsa maturidade, alguém que se mede pelo tempo de religião;

  • Apenas mais um soldado em meio a milhares – nos fala da ausência de um verdadeiro chamado e capacitação para a batalha. Como Eliabe, há muitos que querem ser guerreiros mas nunca se prepararam adequadamente;

  • Arrogante para com Daví, seu irmão caçula – nos fala de imaturidade, falta de amor e do descontrole emocional, que é fatal para alguém que queira se envolver na batalha do Senhor;

  • Escondia sua incompetência com uma falsa preocupação pelos negócios do pai – como muitos, que exigem do outros o que ele mesmo nunca fez.

3.Daví, o jovem pastor (I Sm.17:15-20,30-40, 46-47,51):

  • Era obidiente para com seu pai; obedecia sem sentir-se diminuído;

  • Era zeloso das ovelha sob seus cuidados, chegando a arriscar a vida para protege-las;

  • Desenvolveu um grande amor e temor pelo Senhor;

  • Como pastor aprendeu a cuidar sinceramente dos indefesos;

  • Não se importava com o que os outros diziam a seu respeito, mantendo-se confiante em sua visão do carater de Deus, que ele conheceu em seu dia-a-dia como pastor;

  • Para a peleja preferiu continuar simples, usando as armas com as quais estava acostumado;

  • Era um jovem corajoso, resoluto e com grande sabedoria;

  • O que o motivou a entrar na guerra foi o desejo de honrar o nome de seu Deus, que estava sendo envergonhado publicamente.

Então, qual tipo de guerreiro você almeja ser?

Daví foi, no Velho Testamento, um tipo do grande guerreiro que iria ser levantado por Deus em favor do Seu povo: Jesus Cristo de Nazaré. Muitos Salmos apresentam o Filho de Deus em seu ministério de guerra (Sl.18, 24, 110). Em particular, o Salmos 22, 23 e 24 são uma narrativa profética e ordem do confronto final de Jesus com as forças das trevas e de como Ele as venceu completamente. Partes do livro de Isaías também O apresentam como um grande guerreiro (Is.59:16-21; 63:1-6).

Assim quando Paulo, no Novo Testamento, apresenta doutrinariamente o fato da vitória absoluta de Cristo, ele na realidade está apenas explicando e expandindo algo que já estava estabelecido séculos antes da encarnação do Filho de Deus e que foi confirmado com Sua exclamação “Está consumado!” (Jo.19:30).

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Nova Ministra Compara Gravidez Às Doenças

A nova ministra da Secretaria de Políticas para Mulheres, Eleonora Menicucci, afirmou nesta terça-feira (7) que o aborto no Brasil deve ser visto como uma "questão de saúde pública" e que não pode haver uma discussão de cunho ideológico.

Perguntada, porém, se é contra ou a favor da legalização do aborto e se iniciaria um debate dentro do governo federal, ela não deu a opinião pessoal e afirmou que o assunto "diz respeito ao Legislativo" e não ao Executivo.

“Como sanitarista, o aborto é uma questão de saúde pública, não é uma questão ideológica. É de saúde pública como o crack, as drogas, a dengue, HIV e todas as doenças infectocontagiosas”, afirmou.

Professora titular de saúde pública na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Eleonora foi escolhida para substituir Iriny Lopes no cargo, que sai do governo para disputar a Prefeitura de Vitória (ES). A posse será na próxima sexta (10).

Eleonora ficou presa durante a ditadura militar na mesma cela que a presidente Dilma Rousseff. Ambas eram militantes de esquerda.

Fonte: G1.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Estudos Sobre A Fé.


A FÉ COMO UMA SEMENTE – Hebreus 11:6a:
Se nos fosse dada a oportunidade de criar o mundo, talvez teríamos estabelecido uma maneira diferente de aplicar a salvação. Poderíamos privilegiar os mais inteligentes, ou os mais fortes fisicamente, ou os “bem nascidos”, ou um outro critério humano qualquer.

Mas Deus, em Sua soberania e sabedoria escolheu agir no homem à partir de um padrão acessível à todos: a fé!

Sim, pois todos, sem exceção, estão em condições de exercer a fé. Ela nivela e iguala todos os homens, independente de qualquer outra circunstância. A fé pode ser exercida pelo rico e pelo pobre, pelo culto e pelo analfabeto, pelo plebeu e pelo nobre, pelo forte e pelo fraco, por aquele desfrutando perfeita saúde e pelo que agoniza em um  leito de enfermidade. Todos estão em condições de agradar à Deus.

Mas, por ser uma característica divina, a fé não é algo que pertença naturalmente ao ser humano. A alma pode sim manifestar algo parecido, quando supomos ou desejamos muito que algo aconteça, frequentemente chamamos a isto de fé. Mas é apenas um sentimento humano, sem qualquer relação direta com Deus. Assim, a fé precisa ser semeada no coração do homem.

A fé é uma semente: Mt.17:20; Lc.17:6.
A semente é a própria Palavra: Lc.8:11.
A semeadura acontece quando a pessoa é exposta à Palavra: Rm.10:17.
Somente a fé permite acesso à graça salvadora de Deus: Ef.2:8.
A fé é a única maneira de se viver para Deus: Gl.3:11-12.
A semente da fé tem poder para gerar: I Pd.1:23; I Jo.3:9.


A fé é tanto um carisma quanto um caráter.  Carisma vem de “charis”, que é uma graça, um favor de Deus aos homens. É também caráter, pois a fé tem que ser trabalhada, aperfeiçoada e aprofundada na vida de todos que tem esta semente divina.


A fé como um carisma:
Mt.8:9-10; 9:1-2; 9:20-22; Rm.4:9; 12:3; I Co.2:5; 12:9; 13:13; II Co.4:13; 8:7.


Por ser uma semente divina, a fé às vezes pode:

·        Cair em um terreno ruim: Mc.4:1-20; Lc.22:32.

·        Ter uma manifestação imperfeita: Mt.14:31; 17:19-20.

·        Induzir ao erro: At.1:25; 8:13; At.18:24-27; II Tm.2:16-19.

A fé como caráter:
Mc.4:26-29; At.6:5; 6:7; 11:22-24; 14:22; 15:9; At.28:23; Rm.1:17; Gl.5:22; Ef.4:5; I Ts.3:2-3; I Tm.1:5; I Tm.1:19.

A fé como caráter tem como alvo e objeto a pessoa de Jesus: At.28:23; Gl.2:20; Fp.3:8-10; Hb.12:1-2.



 A FÉ COMO UMA VITÓRIA – Apocalipse 2:7; 2:11; 2:17; 2:26; 3:5; 3:12; 3:21.

Há valiosas e incomparáveis promessas àqueles que perseveram. A fé, no contexto dos textos de Apocalipse está firmemente ligada à vitória que todos os crentes em Cristo Jesus experimentam e experimentarão no Senhor.
Os textos citados são admoestações do próprio Jesus, que quer encorajar Seu povo a vencer, pois Ele mesmo venceu (Sl.24). Jesus, enquanto no mundo, venceu todas as circunstâncias que tentaram impedi-Lo de cumprir a vontade do Pai.

1.     Jesus venceu a carne (natureza humana): Mt.4:3-5; Mc.14:32-35; Jo.4:31-34;6:14-15; Fp.2:5-11; Hb.2:9,10,18; 5:7-8; 12:2.                                                  Jesus tinha Sua natureza humana sob completo controle do Espírito Santo, o que lhe permitiu vencer as diversas tentações nesta área.

2.     Jesus venceu o mundo: Mt.4:8-11; Jo.7:7; 18:36; 16:33.                                           O mundo, que é o sistema organizado contra Deus, não pôde derrotar Jesus, pois Ele estava absolutamente convicto de que nada havia nele que pudesse lhe ser valioso.

3.     Jesus venceu a Satanás: Lc.4:5-13; Jo.12:31; 14:30; Cl.2:15; Ef.1:20-21; At.10:38; Hb.2:14.                                                                                                                              O príncipe deste mundo foi repetidamente derrotado por Jesus porque este sabia exatamente qual era a natureza e o caráter de Seu adversário. Jesus nunca se deixou seduzir.

Assim, pela fé podemos reivindicar  e nos apossar de todas estas vitórias, pois se estamos em Cristo, elas são para nós também (I Jo.5:4-5; Ap.12:11).



A FÉ COMO UM MODO DE VIDA – Hc.2:4; Rm.1:17; Gl.3:11; Hb.10:38.

O que é viver pela fé?

1.     É estar em paz com Deus: Rm5:1; Jr.29:11.                                                                    Sem mais tormentos do inferno, sem  mais peso de culpa, sem mais acusações.

2.     É ter sempre palavras de fé para liberar: II Co.4:13; Rm.10:8.                                  A capacidade de se comunicar pela palavra é uma das nossas semelhanças como o Criador. Como filhos de Deus além da comunicação, nossas palavras carregam poder.

3.     É ser um combatente zeloso: II Tm.4:7; I Tm.6:20; Jd.3; II Jo.8.                                     Iremos prestar contas dos recursos que Deus nos entregou. Então, para mantê-los teremos que lutar decididamente contra os poderes espirituais que nos querem roubar.

4.     É ser uma pessoa de fé e obras: Tg.2:18,20; Ap.2:19.                                                  A fé não é um fenômeno intelectual somente. A fé tem existência prática e material. Se não tem, não é fé!



UM EXEMPLO DE FÉ: GIDEÃO – Juízes 6.

Gideão está listado no livro de Hebreus como um dos heróis da fé. Portanto, avaliarmos a vida dele nos dará uma ideia de como a fé age na História e no cotidiano das pessoas.

O tempo em que gideão viveu foi confuso como o nosso, foi violento como o nosso, foi de grandes necessidades espirituais. Como o nosso!

Avaliaremos em uma breve meditação, de como Gideão passou de uma fé ausente para uma fé operante.

1.A Fé ausente.
a)     Como a fé morreu (vss.1,8-10).                                                                               Como nação, Israel estava afastada do Senhor. O povo estava seco e estéril espiritualmente, sem fé e sem relacionamento com o Senhor. A fé havia morrido no coração dos israelitas.

b)    Os inimigos prevaleceram (vss.2,3).                                                                                Quando a fé se vai, as defesas desaparecem. Antigos inimigos, que se imaginavam esquecidos, voltam ainda mais  cruéis.

c)     O fiel fica debilitado (vs.6).                                                                                      Como é óbvio. Sem recursos, tendo que se esconder, sem autoridade sobre os inimigos, aquele no qual a fé morreu vai morrendo junto.


2.A Fé restaurada.
a)     O Senhor vem e encoraja (vss.11-14).                                                                      Atendendo ao clamor de alguns do povo, o Senhor vem, graciosa e soberanamente. O povo não merece, devido à sua atitude rebelde, mas o Senhor vem mesmo assim!

b)    O Senhor reacende o fogo (vss.20-21).                                                              Quando há busca, o Senhor tem prazer em reativar a paixão no coração daqueles que Lhe pertencem. 

c)     O Senhor estabelece a paz (vs.24).                                                                              Paz é, talvez, a maior evidência da presença e operação de Deus no meio do Seu povo. Paz é o Senhor no controle.


3.A Fé em ação.
a)     Gideão rompe com seu passado (vss.25-27).                                                                   Não pode haver real avanço enquanto o passado não for adequadamente encerrado. Assuntos mal-resolvidos impedem o progresso.

b)    Gideão é cheio do Espírito Santo (vs.34).                                                                        A unção acompanha a fé, e a fé atrai a unção. Se uma pessoa opera em fé, é o próprio Espírito em ação.

c)     Gideão torna-se voz de Deus (vs.31).                                                                            O propósito maior para qualquer fiel do Senhor: ser um instrumento de mudanças em sua geração e em seu meio. É também a realização máxima da fé.


Série de mensagens liberadas em janeiro de 2012.




domingo, 6 de novembro de 2011

Os Conflitos Entre Religião E Estado

video
O professor Olavo de Carvalho traz uma interessante abordagem acerca deste tema recorrente na sociedade ocidental.
Fonte: Youtube.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011