sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Olavo de Carvalho: A Leitura Como Elemento De Formação Moral

video

Neste vídeo, o Prof. Olavo de Carvalho faz uma interessante abordagem sobre o papel fundamental que a boa leitura tem na formação moral e ética de um indivíduo, incluindo uma observação importante sobre a Bíblia. Para o vídeo completo, acesse o link.

Fonte: Youtube.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Universo Pode Ser Pelo Menos 250 Vezes Maior

Nosso Universo é um lugar enorme, o que não é segredo. O que está em discussão, no entanto, é apenas o quanto ele é enorme. E nova pesquisa sugere que é uma grande vantagem - mais de 250 vezes o tamanho do nosso universo observável.

Atualmente, os cosmólogos acreditam que o Universo tem uma das três formas possíveis:

1) Ele é liso, como um plano euclidiano, e no espaço infinito.
2) É aberta, ou em curva, como uma sela, e no espaço infinito.
3) É fechado, ou em curva, como uma esfera, e espacialmente finita.

Enquanto a maioria dos dados atuais favorece um universo plano, os cosmólogos têm ainda de chegar a um consenso. Em um artigo recentemente submetido à Arxiv , os cientistas britânicos Mihran Vardanyan, Roberto Trotta e Silk apresentam a sua correção: uma versão matemática da Navalha de Occam chamada Modelo Médio de Bayesian. O princípio da Navalha de Occam é que a explicação mais simples geralmente é a correta. Neste caso, um universo plano representa uma geometria mais simples do que um universo curvo. A média bayesiana leva isso em conta e considera as médias dos dados de acordo. Sem surpresa, os resultados da equipe mostram que os dados melhor se adaptam a um universo plano infinito.

Mas e se o Universo acabar por ser fechado e, portanto, ter um tamanho finito, afinal? Os cosmólogos referem frequentemente ao volume de Hubble - um volume de espaço que é semelhante ao nosso Universo visível. A luz de qualquer objeto fora do volume de Hubble nunca vai chegar até nós, porque o espaço entre nós e ele está se expandindo muito rapidamente. Segundo a análise da equipe, um universo fechado abrangeria pelo menos 251 volumes de Hubble.

Isso é um pouco maior do que você imagina. A luz Primordial de logo após o nascimento do Universo começou a viajar pelo cosmos 13,75 bilhões anos atrás. Pela Teoria da Relatividade especial de que nada pode se mover mais rápido do que um fóton, muitas pessoas interpretam isso como significando que o Universo observável deve ter 13,75 bilhões anos-luz de diâmetro. Mas na verdade, é muito maior. Não só o espaço está em expansão desde o Big Bang, mas o ritmo de expansão tem aumentado devido à influência da energia escura. Desde que a Teoria da Relatividade especial não é um limite para a expansão do próprio espaço, os cosmólogos estimam que o mais antigos fótons têm percorrido uma distância de 45 bilhões de anos-luz desde o Big Bang. Isso significa que o diametro do nosso Universo observável é da ordem de 90 bilhões de anos luz.

Para abrange-lo com um todo, limitar com fez a equipe, a um tamanho de 251 volumes de Hubble é uma estimativa conservadora, baseada em um modelo geométrico que inclui a inflação. Se os astrônomos tomarem como base, em vez do tamanho do Universo, apenas a idade e distribuição dos objetos que observamos hoje, eles descobririam um universo fechado, com pelo menos 398 volumes de Hubble. Isso é quase 400 vezes o tamanho de tudo o que podemos esperar ver no Universo!

Dada a realidade de nossas capacidades atuais de observação, para nós, mesmo um universo finito parece continuar para sempre.

Fonte: Universe Today via AstroPt.

Compare esta impressionante informação com o que está registrado no Velho Testamento:

"Ele é o que está assentado sobre o globo da terra, cujos moradores são para ele como gafanhotos: ele é o que estende os céus como cortina, e os desenrola como tenda para neles habitar" - Is.40:22.

"Assim diz o Senhor: Se puderem ser medidos os céus para cima, e sondados os fundamentos da terra para baixo, também eu rejeitarei toda a semente de Israel, por tudo quanto fizeram, diz o Senhor." - Jr.31:37.

"Porém, quem teria força para lhe edificar uma casa, visto que os céus e até os céus dos céus o não podem conter? E quem sou eu que lhe edificasse casa, salvo para queimar incenso perante ele?" - II Cr.2:6.

Relacionado a isto, confira o post Uma Visão Do Todo.


segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Teologia E Adoração

“Visto que as três Pessoas da Trindade exaurem o conceito de ser e de consciência (porque não há menos ou mais de Deus em cada Pessoa do que em outra), Deus desfrutou um perfeito amor e comunicação dentro do seu próprio ser na eternidade. Isto é, antes de ter criado, Deus não precisava de alguém para amar, porque era totalmente auto-suficiente. As três Pessoas da Trindade estavam satisfeitas com o amor e a existência de cada uma das outras. Antes do que criar para satisfazer uma necessidade ou deficiência em si mesmo, Deus criou o cosmos finito a fim de expressar seus atributos para e por causa dos seres finitos.

A criação foi um ato de amor. Como criaturas, somos os recipientes deste amor gracioso que se estendeu para além do ser de Deus. Novamente, podemos perceber que isto foi um ato unicamente da vontade de Deus, não em razão de uma necessidade interna residindo em seu ser. Em outras palavras, Deus é supremamente um ser livre. Livre aqui não significa uma liberdade caprichosa do acaso, que não é causada, mas uma vontade livre para agir criativamente em harmonia com todos os outros atributos de Deus. O livre-arbítrio de Deus é uma expressão do seu caráter divino. Por sua vez, isto significa que, uma vez conhecendo algo de seus atributos, tal Deus pode ser confiável. Podemos ter fé em Deus porque ele é fidedigno – seus atributos são racionalmente coerentes.

Para os cristãos, a glorificação de Deus, tanto na meditação pessoal (ou estudo) como na adoração comunitária, requer que tenhamos um entendimento correto dos atributos de Deus. Essa é a razão pela qual uma teologia correta será encontrada por detrás de uma adoração sadia. De fato, a elaboração de uma teologia correta, ou uma teoria correta, uma “contemplação” correta de Deus, é o pré-requisito para que o corpo de Cristo adore a Deus adequadamente. De outra forma, a palavra de Deus tende a ser o nome de um ídolo que construímos e não se refere ao Jeová da Bíblia. Tal como E.H.Bickersteth percebeu, ao observar o surgimento do arianismo entre os anglicanos mais liberais de seu tempo, na rejeição da doutrina da Trindade, ninguém pode adorar a Deus corretamente com o “Book of Common Player”, visto que ele apresenta um Deus trinitário e uma forma correspondente de adoração trinitária. Em seu famoso livro “Rock of Ages”, republicado mais tarde como “The Trinity”, ele mostra exatamente porque o crente-adorador dever ver Deus como triúno. Não é suficiente “crer em Deus” – a espécie de Deus em que cremos determina o tipo de adoração que prestamos.”

Extraido de:

A Soberania Banida.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Zombadores Diante Da Morte - Quando Caem As Máscaras

"O mais famoso iluminista, Voltaire, fez súplicas para que um padre estivesse presente quando se aproximava de seus momentos finais.

No livro Mémoires pour servir à la histoire du Jacobinisme (v. I - 1797, pp. 382), o jesuíta Augustin Barruel relata que Condorcet esforçou-se a evitar que um padre se aproximasse do já moribundo d'Alembert, proferindo a extravagante frase logo após a sua morte: "Se lá eu não estivesse, ele teria se curvado". Também anota que com tal frase, ainda que sem querer, Condorcet revelou os remorsos pelos quais d'Alembert fora acometido em meio aos seus suspiros finais. Quanto à Diderot, um dos seus biógrafos, F. Génin, baseado nos fatos narrados pela filha do escritor, Angélique de Vandeul (Œuvres choisies de Diderot précédées de sa vie, Firman Didot, Paris, 1869, pp. 62), diz que após alguns encontros com o prior da igreja de São Sulpício, em Paris, ele passou a com ela ler a Bíblia, além de permitir que a sua educação fosse guiada por religiosos.

No livro do padre Barruel também consta a narrativa dos últimos dias de Diderot (Barruel op. cit., pp. 383-387); conta-nos que o enciclopedista preparava uma retratação pública por seus ataques à Igreja, porém, preocupados com a imagem do movimento "ateísta" frente a mais uma deserção, seus compagnons de route o levaram para longe do prior da igreja de São Sulpício. Porém, o mais famoso iluminista, Voltaire, fez súplicas para que um padre estivesse presente quando se aproximava de seus momentos finais; em abril de 1778, a revista dos ilustrados franceses, Correspondance Littéraire, na suas páginas 87 e 88, publicou, não sem algum embaraço, a sua profissão de Fé:

"- Eu, o que escreve, declaro que, na idade de oitenta e quatro anos e tendo sofrido com vômitos de sangue faz quatro dias, não pude ir à igreja; assim, o pároco de São Sulpício quis de bom grado me enviar o sacerdote M. Gautier. Eu com ele me confessei, e se Deus assim quiser, morro na santa religião católica em que nasci, esperando que, com a misericórdia divina, sejam perdoados todos os meus pecados; e se tenho escandalizado a Igreja, peço perdão a Deus e a ela.

Assinado: Voltaire, 2 de março de 1778 na casa do marquês de Villete, na presença do padre Mignot, do meu sobrinho e do meu amigo, senhor marquês de Villevielle".

Voltaire
A Correspondance Littéraire pode ser encontrada em PDF no endereço:
http://www.archive.org/details/correspondancel16meisgoog."

Este texto foi extraído de Mídia Sem Máscara.

Em seguida, foi complementado pelo comentário do sr. Luiz Francisco, conforme segue:

Prezados

O documento é autêntico, mas a história, talvez não seja...
Citação:
De fato, Voltaire se confessou, como conta esse documento. Só que, depois, ele melhorou de saúde e voltou a atacar a Igreja. Há uma tendência sentimental em pretender que todos os inimigos da Igreja, na ultima hora, se salvam. Creio bem que grande número de pessoas se salva na hora da morte, pela misericórdia de Deus, que é infinita. Tendo até a considerar que o número dos que se salvam é bem maior do que normalmente se pensa. Mas, no caso de Voltaire, isso não foi tão piedoso como diz o documento citado. Quando Voltaire melhorou de saúde, após a sua confissão, ele voltou a todas as suas infâmias. Estando de novo à morte, os seus companheiros de sacrilégios impediram que ele se confessasse de novo. Consta então que ele teve morte desesperada. Tomara, porém, que ele, de fato, se tenha arrependido e que Deus o tenha salvo. Mas...
Original:
http://www.montfort.org.br/index.php?secao=cartas&subsecao=historia&artigo=20050905004800


Att em Cristo
Luís Francisco