sábado, 26 de setembro de 2009

Encontrado Fóssil "Vivo" De 50 Milhões De Anos.


Quanto tempo um cientista deve despender na busca de respostas a uma questão que, muitas vezes, ele mesmo se propôs? Para o oceanógrafo americano Peter Rona, da Universidade de Rutgers, esse tempo de dedicação, se necessário, pode ser a vida inteira.

Até certo ponto, isso é um modo figurado de se expressar, mas convenha-se que três décadas de pesquisas mostram, e bem, a perseverança de um cientista. Pois foi exatamente ao longo de 33 anos que Rona submergiu, inúmeras vezes, a bordo de submarinos, na região norte do Oceano Atlântico, próximo dos EUA, ultrapassando a marca de três mil metros de profundidade.

O seu objetivo era solucionar o seguinte mistério: o que seriam aqueles segmentos hexagonais, extremamente porosos, que se expunham a seus olhos? De que seria composto aquele estranho chão oceânico? De tão inusitados, chegou a cogitar, por um breve período de tempo, de que se tratava de pegadas de seres extraterrestres.

Essa suposição, imaginativa demais, logo se afogou diante da racionalidade da ciência. Rona intuía que poderia estar prestes a descobrir uma raridade da natureza ou, mais precisamente, da cadeia de evolução das espécies.

Ele poderia estar diante de um "fóssil vivo", expressão cunhada pelo naturalista Charles Darwin, que assim definia seres que biologicamente evoluíram, rareando-se em complicados ecossistemas e mantendo-se na aparência extremamente iguais a seus antepassados.

A bordo de um submarino munido de sofisticados equipamentos de escavação do fundo do mar, Rona conseguiu remover camadas desse solo. Durante essa operação ele constatou, estupefato, que os arranjos hexagonais formavam um sistema de túneis e galerias.

Mais: ele descobriu que os segmentos desse solo, nessa parte do oceano, são formados por fósseis da espécie Paleodictyon nodosum que se estimava extinta há mais de 50 milhões de anos. Ou seja: o fato de existir um chão formado por esses fósseis, que se expandem feito casulos, levou Rona e a comunidade científica a concluir que na região norte do Atlântico há fortes indícios de existência de um raríssimo "fóssil vivo".

No caso, esse fóssil se compõe de exemplares de Paleodictyon nodosum, que, justamente por viverem em condições extremas no fundo dos oceanos, acabaram protegidos dos ciclos predatórios, se desenvolveram biologicamente, mas se conservaram, do ponto de vista morfológico, praticamente idênticos a seus ancestrais.

"Considero o momento da descoberta como algo excepcional", diz Rona. "Não se trata de qualquer fóssil, mas, isso sim, de uma demonstração de uma forma de vida muito complexa", diz Adolf Seilacher, paleontólogo da Universidade de Yale.

"Esse animal monta galerias e túneis e sabemos que seus parentes mais longínquos no tempo datam de cerca de 500 milhões de anos."

Fonte: http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2079/artigo151586-1.htm

O evolucionismo fala em bilhões de anos com grande naturalidade. Mas, na realidade, nenhum de nós tem a menor idéia do que significam tais quantidades de tempo. Em nossa história mesmo, que tem escassos 6.000 anos, quanta coisa se perdeu e das quais não temos a menor informação. O que dizer então de intervalos de tempo centenas ou milhares de vezes maior?

No livro de Eclesiates, Salomão atestou que "Deus colocou a eternidade no coração do homem" (3:11). Como criaturas de um Deus eterno, nós instintivamente ansiamos pelas grandes amplidões, quer geográficas, quer temporais. A cosmovisão evolucionista substituiu o assombro e o espanto que todo ser humano tem o direito de experimentar diante do Criador, por longuíssimas eras cósmicas, as quais, de alguma maneira, dão um diluído senso de destino.

Mas nada pode substituir a pessoa de Deus! Um Universo impessoal, frio e mecânico jamais produzirá na alma humana aquele maravilhamento, quase uma vertigem, que só se sente na presença do Eterno!

"Quando vejo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste; que é o homem mortal para que te lembres dele? e o filho do homem, para que o visites?" - Sl.8:3-4.

"Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos." - Sl.19:1.

2 comentários:

Gabriel disse...

Somente o senso de eternidade nos dá a capacidade de entender o Eterno em sua essência... Belíssimo texto... Deus te abençoe sempre...

Anônimo disse...

Blog de testemunha de jeova e blog de mente cerebralmente lavada ignorem busque no terra.