sábado, 6 de novembro de 2010

Um Pai E Seus Dois Filhos

Lucas 15, versos 11 a 32, nos contam a clássica estoria do filho pródigo, um dos trechos mais populares da Bíblia.
Porém o título pelo qual a narrativa ficou conhecida, muitas vezes estreita a visão do todo, tirando a percepção de que ela envolve não apenas o irmão mais moço, mas também o irmão mais velho e o pai. E é a interação destes três personagens que gera o clima cativante da narrativa, rica em nuances psicológicos.

Quero apenas compartilhar algo que recebi como fruto de alguns dias de meditação no texto.

O que temos são dois filhos, muito diferentes nas atitudes, mas muito semelhantes na visão distorcida acerca do pai.

Ambos os irmãos viam o pai como um tirano insensível. Por isso que...
1.O filho mais novo quis buscar a felicidade longe do pai - vs.13
2.O filho mais velho não conseguia usufruir do amor e amizade do pai ali mesmo - Vs.28
3.O filho mais novo mesmo arrependido não conseguia ver-se como filho - vs.19
4.O filho mais velho via a si mesmo como um filho de segunda classe - vs.29

Ambos viam um ao outro como um rival na disputa pelo que o pai tinha. Por isso que...
1.O filho mais novo tratou logo de pegar o que julgava ser seu - vs.12
2.O filho mais velho ressentia-se porque o pai "não via o seu valor" - vs.30

Ambos não conheciam realmente o caráter do pai que tinham. Por isso que...
1.O filho mais novo foi confrontado pelo perdão do pai - vs.24
2.O filho mais velho foi confrontado pela bondade do pai - vs.32
3.O filho mais novo descobriu a graça de uma segunda chance - vs.22
4.O filho mais velho descobriu os benefícios da fidelidade - vs.31.

Em tempos como o nosso, em que o valor da família vai sendo mais e mais depreciado, temos na Bíblia uma narrativa que ilustra de maneira contundente o amor divino, que apesar de nosso comportamento rebelde e enfermo, continua a nos amar, continua desejoso de nos dar um beijo de boas vindas, com túnica, sandálias e anel novos.

Voltemos para a casa do Pai.

Um comentário:

Gabriel disse...

E assim como o pai da parábola, Deus ama e preza a todos, sem distinção e/ou privilégios. Tais coisas são fruto da natureza humana, tão desejosa de ser independente e rebelde. Minha oração é para que o amor de Deus, o verdadeiro amor de Pai alcançe a vida de todos, para que possamos viver a vida plena que Ele tem para nós.