sábado, 7 de março de 2009

Os 4 Limites da Vida Cristã


"Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação com que fostes chamados."(Ef.4:1)

Neste trecho, a palavra andeis é a palavra grega "peripatêo", que tem o sentido de andar livremente, mas dentro de limites; ou, ainda, andar com habilidade, seguir como um acompanhante. A idéia que o Espírito, atravez da pena de Paulo,  quer nos passar é a de que o cristão tem liberdade para se movimentar, mas dentro de certos limites. E definir quais e quantos são estes límites tem, de certo modo, sido a história do cristianismo desde o seu surgimento. 

Mas, com certeza, nosso Senhor não nos deixaria uma instrução que fosse impossível ou complicada demais para ser seguida. Muito ao contrário! Como Ele mesmo disse, Seus mandamentos não são pesados. O que muitas vezes nos falta é a singeleza e a coragem de sermos simples, e entender que quaisquer que sejam estes límites, eles existem para nos proteger e fortalecer em nossa caminhada de fé.  O que passo a compartilhar é uma modesta perspectiva acerca do tema. Espero que abençõe a quem o ler. 

Quais seriam então estes 4 limites?
O primeiro é o Limite da Doutrina.
Jesus disse: "... ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado..."(Mt.28:20). É óbvio que todo discípulo de Cristo está comprometido com a doutrina de Cristo. Existem certos fatos e disposições que não podem ser negociadas. A divindade de Jesus, Seu nascimento virginal, Sua morte substitutiva e expiatória, Sua ressurreição e ascenção e soberania sobre os assuntos humanos são, entre muitos outros, artigos de fé que alicerçam nossa confissão. Quem os rejeita ou os adultera, rompeu os límites do discipulado, e não pode ser contado como participante da família de Deus. Consulte também: Jo.14:21; At.2:41-42; At.17:10-11; Rm.16:16; I Co.15:1-4; Gl.1:6-9; Jd.3-4.

O segundo é o Limite da Autoridade.
Jesus disse: "... Vós me chamais o Mestre e Senhor e dizeis bem, porque eu o sou."(Jo.13:13). E ainda: "... Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossas almas ..."(Hb.13:17).  Se há um princípio muito nítido nas Escrituras é o princípio da autoridade. Deus organizou o Universo para que funcionasse mediante uma hierarquia de poderes. A anarquia e o governo "democrático" não tem respaldo na Bíblia. Jesus é o nosso SENHOR e, quando partiu, delegou Sua autoridade para que um grupo de homens continuasse Seu ministério. Se os líderes cristãos fazem mau uso deste poder delegado é realmente um problema, mas isto não anula o princípio bíblico. Alguem que não respeita nem se submete à orientação de seu(s) lider(es), também ultrapassou os limites da vida cristã e está espiritualmente exposto. Outros textos relacionados: Lc.5:1-10; Jo.21:18-22; At.15:22-31; Cl.3:22. 

O terceiro é o Limite da Consciência. 
"... A fé que tens, tem-na para tí mesmo perante Deus. Bem aventurado o homem que não se condena naquilo que aprova."(Rm.14:22). 
Deus nos criou para sermos livres, e para tanto concedeu a cada indivíduo a capacidade de auto-governo. Todos os seres humanos, sem exceção, vem ao mundo com a habilidade de avaliar e decidir.  Cada um desenvolve um sistema de valores próprio seu, de acordo com sua cosmovisão particular. Isto é a consciência. A conversão à Cristo não a elimina, mas acrescenta-lhe outros parametros. Assim, todo discípulo é livre para viver a sua fé pessoal conforme a entende, desde que, é claro, esteja dentro da doutrina e submisso a autoridade. Um comportamento irresponsável, mesmo que carregue um rótulo cristão, é abominável e sujeito à juízo.  Veja outros textos: At.23:1; Rm.14:14; I Co.8:4-6; 10:23-24; Gl.5:1,13; I Tm.4:1-6; Tt.1:15.

E finalmente...
O quarto é o Limite do Amor. 
"... O amor é paciente, é benigno, o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz incovenientemente, não procura os seus próprio interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo espera, tudo suporta ..."( I Co.13:4-7).  A doutrina, a autoridade e a consciência tornar-se-ão um peso enorme, se não forem vivificadas por uma atitude interior de compaixão e disposição para o sacrifício. O discípulo de Cristo deve ter como objetivo maior o não agradar a sí mesmo, mas sim ao seu irmão na fé. Somente esta atitude de amor é que trará a libertação necessária para que ele possa desfrutar da mesma liberdade que Jesus experimentou. Não há nada mais frustrante do que tentar seguir a Cristo com um coração endurecido para com o próximo. É uma religião de morte! Mas a presença do amor traz consigo a paz, que é a prova da presença do Senhor. Veja também: Mc.10:42-45; Jo.13:1-5; At.20:24; Rm.12:3; 14:1-15:3; I Co.8:1-13; 12:3-13:13. 

Não tenho a presunção de que esta seja a palavra definitiva sobre o assunto, mas quando cheguei a este entedimento, foi libertador para minha vida. Espero que outros alcancem a mesma graça e caminhem de modo digno diante do Senhor. A Ele toda a glória!


Um comentário:

asda disse...

Pastor,
no google a frase (Arquivos do reino) esta apontando em 2º lugar para o seu Blog, por intermédio do Blogcatalog.

Deus Abençoe!!
Daniel